segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades




Acredito que quase todo o mundo já ouviu falar de projetos sociais; as que não ouviram, certamente, são as que necessitam dos benefícios destes trabalhos. Mas, apesar desta estatística subjetiva, faço outra: infelizmente poucos participam.

Não há mal nenhum em não ajudar. Todos têm seus direitos particulares, e não existem regras e obrigações. Se uma pessoa quer ver a vida passar, ela tem esse direito. Por outro lado, as pessoas que fazem este trabalho o fazem por quê? Será que conseguiríamos entender o por que existem pessoas assim? Ou, ainda, será que temos como descobrir da onde saem essas pessoas?

Um dia um educador disse que “Quanto mais educadas as pessoas, mais consciência social elas têm”. Depois de ler e reler, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi a maneira como utilizamos nosso tempo, e se assim recebemos prazer. Do mesmo modo, pensei sobre o tempo gasto nas atividades e se fazia a coisa certa. Só então fui entender o que o autor estava falando: as pessoas que compreendem melhor o mundo e sua existencialidade certamente são pessoas mais empáticas e compromissadas com o bem maior.

Pensemos então: se há relação entre a educação e o mundo, e se essa relação se estabelece também nos trabalhos voluntários – educação é um fenômeno que se estabelece no ato comunicativo – todos nós estamos em uma corrente e todos têm compromissos. Em uma teia de aranha todas as intersecções tem um compromisso. No mundo não é diferente. Quem sabe um dia toda essa teia de situações não transforma o mundo, e as pessoas a nascer não partam de uma educação diferente, de um mundo melhor.

Quero deixar claro que a ideia é, apenas, levantar algumas questões. De fato, o pensamento do trabalho voluntário parece utópico na transformação do mundo, mas, com a clareza de quem já participou, é benéfico de ambos os três lados: para o voluntário, para o beneficiário e para o mundo. E, se pensarmos em mundo, o benefício de cada ação nossa chegará, também, nas pessoas que amamos, como fala a Teoria do Caos.

Finalizo com uma frase do filme Homem Aranha: “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”. Quando nascemos temos um compromisso com a vida e com o mundo.

Isso é indissociável. Portanto, lembro-me de Sócrates e o discurso sobre a razão: “Será que quem sabe o que é certo faz a coisa certa? Isso está inserido no mundo humano?”.

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