segunda-feira, 25 de março de 2013

Resiliência... além da sustentabilidade


Você já parou para se perguntar qual o limite das coisas? Qual o limite da ciência, da política, do desenvolvimento?

Dia a dia nos deparamos com um noticiário denso, pesado, com um excesso de informações negativas, sobre crises econômicas, desemprego, fome, violência, escassez. E eu me pergunto: será que estamos no caminho certo?

Acredito que a humanidade errou o caminho de construção do mundo.  Desenhamos uma economia que tenta dominar a força da natureza, porém é a natureza o designer dos sistemas. O economista Hugo Penteado certa vez perguntou: “quem somos nós? Somos Deus ou seres humanos?”

Tanto a economia quanto as pessoas são subsistemas da natureza, e, portanto, precisamos aprender a conviver com ela. Precisamos aprender a sustentabilizar nossas ações, pois o planeta Terra é um ser vivo que reage às ações humanas. Precisamos desenvolver a verdadeira visão, deixando de enxergar as coisas como elas são hoje, e passando a enxergar como elas serão no futuro.

Muitas pessoas me questionam sobre a possibilidade de reverter esse quadro caótico em que vivemos, e felizmente a minha resposta é sempre positiva. O mundo possui uma capacidade incrível de se recuperar e se reconstruir, capacidade esta denominada resiliência. Tudo o que precisamos fazer é desenvolver essa capacidade em nós mesmos. Precisamos ser resilientes, recriar o nosso eu, pois como subsistemas, estaremos consequentemente recriando a natureza. Lembrem-se, estamos todos conectados.



Mas por onde começar? Isso é simples. Comecemos nos questionando! Toda ação, antes de se tornar uma ação, foi um questionamento, mesmo que inconsciente. Questionemos então nossa vida, nossas ações, nossa relação com o mundo. Façamos perguntas, pensemos e reflitamos sobre elas. Qual é o caminho correto? Eu estou transitando por ele? O que é certo? E o que é errado? Quem sou eu e o que estou fazendo aqui? Eu tenho uma relação saudável com o mundo?

Deixemos que as dúvidas e os problemas venham à tona, e passemos então para o segundo passo: trabalhar em grupo, adotando o D.I.T. – Do it together. Quando pedimos ajuda, damos a oportunidade de que outras pessoas façam parte do problema e busquem soluções conjuntas.

E assim partimos para o terceiro passo: criar soluções inteligentes. Conversem, compartilhem e deixem a criatividade aflorar. É incrível a quantidade de alternativas que estão emergindo atualmente nos mais diversos lugares, para os mais variados problemas. O grande diferencial do ser humano em relação aos outros seres é a racionalidade. Fazer uso desta a fim de inovar para o bem comum é questão de sabedoria.

Por fim, celebrem! O mundo é divertido. Trabalhem com diversão e busquem diversão em todas as ações.

“Transformar o mundo brincando de transformar o mundo”, já disse Edgard Gouveia. Esse é o segredo!



Por Lucas Fagundes

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