quarta-feira, 20 de março de 2013

Você não gosta de comer jiló?




E se você descobrisse que tudo que gosta e desgosta não veio da sua experiência, e sim de uma pessoa que nem ao menos você conhece? Você sabe distinguir suas opiniões formadas das dos outros? Talvez se você tivesse nascido em outro país, ou até mesmo na casa do vizinho, você seria completamente diferente. Então quem somos nós e o que reproduzimos são de autoria de quem?

Uma pesquisa afirma que 90% dos nossos pensamentos são do dia anterior, ou seja, apenas 10% são novos, mas não há uma separação daqueles que criamos e dos que são incorporados no dia-dia.

Comida, religião, crenças, hábitos e educação são sempre ensinados desde que somos crianças segundo o critério dos nossos pais e responsáveis, que também foram ensinados anos atrás. Conforme crescemos, internalizamos também opiniões e pensamentos de nossos amigos, professores, revistas e até de artistas.

No entanto, muitas vezes não pensamos e questionamos se realmente aquilo serve para quem somos, ou melhor, para aquilo que queremos ser. E se o queremos ser também não faz parte de sua própria experiência e sim de um modelo de sucesso propagada pela sociedade em que vivemos.

Não é necessária uma crise existencial para enfrentar este dilema, muito menos uma revolução, é preciso somente se abrir para novos costumes, pessoas, mentes e tudo de diferente que vem pela frente. Pare de julgar e conheça, sinta, aproveite a oportunidade de se ver completamente em uma nova experiência. Quando pensar "eu odeio tal coisa", pare e reflita: esse ódio é mesmo meu?

Quem sabe você não descobre que ama comer jiló, e perdeu todos esses anos dessa delícia devido à preferências alimentares de uma pessoa qualquer de 1900 e bolinhas.

Quem disse que jiló não pode ser gostoso?

Fontes:

Pesquisa
O pensamento
A receita da foto!


Por Marina Bomura

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